O que eu faço com minha liberdade de expressão? Nada. Certas pessoas podem falar muitas coisas e não são ouvidas, mesmo essas coisas tendo sentido. Não importa o que é dito, mas quem diz.
Algo em mim não compactua com o senso comum atual. Essas modas impostas a massa rarefeita de qualidade, fast food de cultura não me nutre mais como já aconteceu. Não encontro pessoas perto de mim que pensem como eu. As pessoas que poderia ter afinidade são repelidas por mim porque não tenho cultura suficiente, capacidade, status, talento para papearem sobre as besteiras que penso.
Dividir a dor faz doer menos, dividir a felicidade torna a alegria maior. Por isso a solidão dói tanto. A culpa é apenas minha. Não sei ser diferente, reclamo as mesmas coisas a tempo, busquei muitas soluções. Muitas. Vi a minha lista no google e foi um monte de coisa relacionada a esse mal estar. E meses depois o que tenho? tarããã!!!! Um post chorão numa madrugada em que pensamentos emergem do esgoto do meu inconsciente resolvem feder aqui fora.
Talvez eu esteja escrevendo isso porque estou treinando para um personagem de um livro. Envolvendo meus leitores nesse universo melancólico. Só que não!!! Mas deveria, ficção atrai mais, tem o véu da mentira que te permite falar muitas verdades. Ah, como queria ter talento para usar essas minhas coisas em algo interessante, uma música, um livro... Mas não. Mas não. Tenho que me preocupar em lavar a louça, isso é que importa. Ela vai sujar de novo e de novo. Isso eu posso fazer, isso consigo fazer(embora até que mal feito), isso eu devo fazer. O resto... Nossa, talvez uma boa pílula cale isso tudo. O conceito agora é que certas coisas embotadas ficam melhores quando não podem ser transformadas em algo belo. Poderia fazer análise, terapias alternativas! kkkkk Boa! Não tem onde moro, tudo isso é CARO, CARO.
É gente, melhor parar por aqui.
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