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terça-feira, 17 de março de 2015

O perigo do aumento da expectativa de vida

Uma das prerrogativas da humanidade é modificar a natureza através da tecnologia. Manipulamos o meio e criamos condições mais favoráveis a sobrevivência. Mesmo assim a natureza tem sua força e a humanidade ainda é limitado por ela. A natureza é sábia, nós é que somos arrogantes algumas vezes.   Em alguns assuntos é natureza está certa e mudar seu curso sem considerar as consequências  é estupidez. O ciclo da vida é soberano: nascer, crescer, reproduzir, envelhecer e morrer. Estamos alterando isso e o resultado é  problemático.  Nos países desenvolvidos, onde o homem tem maior domínio das forças naturais, os nascimentos  estão diminuindo, as pessoas estão estendendo a velhice por mais tempo. O aumento da expectativa de vida está sendo um problema não só de saúde pública, mas econômico, cultural, social, político muito sério. Com menos crianças, poucos jovens quem irá trabalhar? Os idosos apesar de viverem mais não produzem da mesma forma. Solução? Importar mão de obra de outros países. Isso pode gerar problemas gravíssimos com a descaracterização da cultura original, aumento da violência, problemas políticos decorrentes de grupos terroristas.

Se os idosos vivessem mais e continuassem com a força da juventude isso não seria problema. Daqui uns anos os países europeus perderão suas características e se tornarão campos de guerra como é no oriente médio, e África. Isso tudo por causa do apego. É preciso respeitar o ciclo da vida, deixem os bebês nascerem, deixem os idosos morrerem. É duro, é cruel, mas assim que o mundo evoluiu até hoje e se queremos um futuro digno devemos deixar a vida seguir seu curso, o bem morrer para que o novo venha e restabeleça o ciclo através do equilíbrio.

Não pensem que digo isso com frieza. Sou uma das pessoas mais apegadas que há. Lógico que é triste ver um parente morrer, ninguém quer perder pai e mãe mesmo sendo múmias. Fato. Amor é assim mesmo. Mas alguém precisa equilibrar com a razão e o governo poderia cumprir esse papel. Não é para matar idosos, é para trabalhar essa aceitação e não gastarmos tanto com intervenções médicas invasivas na terceira idade. Não é eutanásia, não é assassinato em série, não é campo de concentração. É deixar a natureza agir e usarmos mais os cuidados paliativos para fornecer qualidade de vida até o fim e não estender a vida sem qualidade indefinidamente.

Em contra partida os jovens deveriam se sacrificar mais pelo seu país e ter filhos. Se morrer é preciso, nascer é ainda mais. Mas não é para nascer sem controle de qualquer jeito. é ter um planejamento familiar onde incluam filhos, de preferência mais e o governo deveria incentivar isso. Mulheres deveriam ganhar benefícios por ter filhos, escola, creches públicas de boa qualidade,  empresas com creche, carga horária reduzida e flexível para as mães, incentivar a paternidade responsável e os laços familiares.

Se não debatermos sobre isso, se os governos não olharem para essas questões em breve a Europa entrará num colapso econômico ( já está!!) e o político será talvez irreversível. Não sou europeia, mas como brasileira, colonizada por eles tenho uma ligação com esse povo que tanto contribuiu para o avanço da humanidade. Se não fossem os europeus não falaria português, não teria acesso a tantas descobertas científicas e tecnologia.
O aumento da expectativa de vida tal como vem acontecendo está gerando mais prejuízos do que um aumento no índice da qualidade de vida. Tudo tem preço, vele a pena mesmo desistir do futuro com poucas crianças e mais idosos? Pensem.

Europa, acorde e desapegue, pode ser tarde depois, senão investir nas crianças não terá futuro.

2 comentários:

Julio César Mulatinho disse...

"daqui uns anos os países europeus perderão suas características e se tornarão campos de guerra como é no oriente médio, e África. Isso tudo por causa do apego", não entendi o porquê disso. Outra coisa, são os avanços da medicina que permitiram o aumento da expectativa de vida. Antigamente, não se chegava nem aos 40 anos. Devemos voltar a esta época? Se não, qual seria a idade ideal para morrermos?

Arlene Mulatinho disse...

O progresso não é linear. Quando percebemos que algo está dando errado e preciso rever certos conceitos. A ciência evoluiu e prolonga tanto a vida, muitas vezes sem qualidade, que a eutanásia está sendo uma alternativa almejada pelos próprios doentes. A expectativa de vida era menor não só devido ao atraso da ciência, mas as condições precárias de vida e guerras. É preciso o caminho do meio no velho estilo budista. Aumentou a expectativa de vida, não a produtividade e a qualidade. Se pelo menos o índice de natalidade aumentasse a realidade poderia ser melhor. Na Europa os velhos não querem morrer e os jovens não querem procriar. E a solução disso não está na imigração. Meu conselho é: jovens se querem que seus avós vivam mais deem netos para eles. Só assim será viável manter o sistema previdenciário.