Aqui tem apenas devaneios de uma mente livre e limitada por suas falhas. Provavelmente você encontrará erros de português, textos repetitivos, frases estranhas, parágrafos desconexos sem um pingo de estética. Mas terá originalidade. Se mesmo assim quiser continuar vá em frente.
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sexta-feira, 23 de maio de 2014
Tem certeza de que vai ler isso?
Ame,
perdoe,
leia,
aceite,
esqueça,
desapegue,
seja feliz...
É mesmo tão fácil? Até onde mandamos no que sentimos? Demonstrar amor não é amar, pode ser teatro. Ler não é compreender, reter. Passar pelo que tem que ser não é aceitar, é não poder evitar o que não tem jeito. Não falar sobre um assunto não é esquecer, mas sim silenciar. Deixar ir o que pra ti tem valor não é sempre desapego, as vezes é impossível continuar retendo. Dizer que é feliz pode convencer aos outros, dizem até que atrai felicidade, mas não é sentir isso dentro de si.
Palavras tem força, mas as vezes palavras são apenas palavras ditas por quem quer demonstrar algo que deveria sentir e o que realmente se é se esconde. O que é socialmente aceito mesmo sendo artificial é divulgado. Assim se faz o facebook, os zumbis modernos, os fakes de si mesmos.
Estou cansada. Cansada de cobranças sociais por perfeição. Cansada de minha melancolia, da minha revolta com a sociedade, com o ciclo da vida, minha forma de encarar as coisas, não ter com como me expressar sem ser vista como um estorvo sendo alvo de caridade por quem me empresta os ouvidos para ouvir meus discursos cheios de sentidos e imensamente chatos. Não tem nada de errada no que digo, mas em quem diz. Falta brilho, personalidade apesar de ter verdade. Falta estilo, talento e sobra autoconsciencia de suas falhas. Queria jogar fora isso que sinto, talvez eu espere coisas, mas sei que coisas talvez nao aconteçam porque o tempo das possibilidades se escassea. Não estou reclamando, não quero me desculpar pelo que sinto, pois não queria sentir, mas mesmo assim me desculpo pois isso deve ser de alguma forma errado. Não tem lógica, não é isso que venho oferecer, é apenas eu, seja do jeito que for, não quero florear nada além do que é. As vezes é feio, outras bonito, e agora está confuso, mas sei do que se trata, mas como é complexo é difícil explicar. Chega, vou me enrolar em mil metalalinguagens. Sou o que sou e o que posso ser.
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