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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Admirável Mundo Novo

Acabei de ler um Admirável Mundo Novo de Huxley. O livro é realmente instigante. Não é uma obra-prima literária em se tratando de estilo, mas contém ideias atuais e intrigantes. O livro conta a história de num futuro distante a sociedade ser organizada de tal forma que todos sejam felizes. Conceitos como família, casamento, maternidade desaparecem. As crianças são todas de proveta, as que ocuparão a posiçào mais elevada na sociedade são bem tratadas no tubo de ensaio, aquelas que serão de castas inferiores recebem alcool e outras substancias que prejudiquem o desenvolvimento. Para manter a ordem social todas crianças são condicionadas a acreditarem na ideologia pregada. Ouvem frases feitas ensinando sobre "como cada um pertence a todos" condicionando sobre a promiscuidade entre outros temas. Quando as pessoas se sentiam mal por qualquer coisa, elas usavam o soma, uma droga que deixava todos felizes e sem o efeito colateral do alcool. Assuntos como solidão, Deus, sofrimento, liberdade permearam o livro todo. As pessoas são estimuladas a ficarem em grupos, evitar a solidao a pensarem por si mesmas. toda vez que surge algum questionamento interno a resposta é dada por um dos condicionamentos e se a resposta não satisfaz um grama de soma resolve tudo. A reflexão é desestimulada, as pessoas ficam sempre entretidas com arte rasa, drogadas com a soma ou copulando livremente. Sentimentos profundos não são bem vindos, ninguém se apega a ninguém, a sociedade é único vínculo importante. A velhice não existe mais. As pessoas vivem como jovens até morrerem. Sim, a morte continua existindo, mas as pessoas são condicionadas a aceitá-la bem. Ninguém chora se outro morre, apenas se crema e se aproveita os resíduos. Um jovem, Bernard começou a questionar a sociedade e se negar a tomar o soma. Sua petulância provocou a ira dos superiores. Bernard foi fazer uma visita a uma reserva de selvagens. Lá encontrou pessoas com crenças religiosas, doenças, pouca higiene, velhice. Encontrou na reserva uma civilizada que se perdeu e vive lá por anos. Ela ficou velha e feia, causando repugnancia. Ela teve um filho, ele foi criado como um semi selvagem, só que tem boa genética e certa instrução que a mãe deu, leu livros clássicos, proibidos na civilização. O resto não vou contar, só lendo mesmo. O interessante desse livro é refletir de como esse status quo é uma verdade oferecida para nós. Até onde podemos escolher? Qual preço que pagamos pelo privilégio da civilizaçào? Temos espaço para sermos nós mesmos? Conseguimos encarar nossa solidão? Amar sem reservas?

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