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domingo, 1 de janeiro de 2012

O rei atrás da voz

Cresci ouvindo as músicas desse cara. Não sabia seu nome, sua influência no mundo, sua banda, seu rosto, nada. Só sei que quando ouvia seus maiores sucessos desde a tenra idade sentia uma coisa boa no coração, uma sensação tão profunda e íntima difícil de explicar. Sem entender uma palavra e nem saber da onde vinha só conseguia sentir e isso era o que me cabia.
Algumas vezes em minha vida ouvi música com desprazer porque diziam ser legal. Com esse cara não, é simplesmente comer o melhor manjar quando se está faminto. Depois de anos de sua morte, a alienada aqui deu rosto e personalidade a voz que admirava.
Era um dentuço, engraçado, espetacular, talentoso até o último fio de cabelo, carismático, profundo, simples, um rei, o rei: Freddie Mercury

Como não se emocionar ouvindo Who Wants To Live Forever, Bohemian Rhapsody. Quando ouvia How Can I Go On?
imaginava uma pessoa completamente diferente. Não um cara que mesmo sendo um poço de talento fosse tão humano, que com suas imperfeições o fizeram ser essa personalidade adorada. Incrível a forma como ele se porta no palco, como vibrava, mexia os braços, interagia com o público, seus shows eram orgasmos coletivos. As piscadelas dele eram demais. Um cara com aquela voz não previsava fazer nada, poderia ser um metido, emproado, pedante. Mas não, era ele e isso o fez ser o que é: eterno rei da música.

Não dá pra continuar sem ele, nem adianta pedir como em The Show Must Go On, nada se iguala a sua voz, a sua atuação.

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