Cresci ouvindo as músicas desse cara. Não sabia seu nome, sua influência no mundo, sua banda, seu rosto, nada. Só sei que quando ouvia seus maiores sucessos desde a tenra idade sentia uma coisa boa no coração, uma sensação tão profunda e íntima difícil de explicar. Sem entender uma palavra e nem saber da onde vinha só conseguia sentir e isso era o que me cabia.
Algumas vezes em minha vida ouvi música com desprazer porque diziam ser legal. Com esse cara não, é simplesmente comer o melhor manjar quando se está faminto. Depois de anos de sua morte, a alienada aqui deu rosto e personalidade a voz que admirava.
Era um dentuço, engraçado, espetacular, talentoso até o último fio de cabelo, carismático, profundo, simples, um rei, o rei: Freddie Mercury
Como não se emocionar ouvindo Who Wants To Live Forever, Bohemian Rhapsody. Quando ouvia How Can I Go On?
imaginava uma pessoa completamente diferente. Não um cara que mesmo sendo um poço de talento fosse tão humano, que com suas imperfeições o fizeram ser essa personalidade adorada. Incrível a forma como ele se porta no palco, como vibrava, mexia os braços, interagia com o público, seus shows eram orgasmos coletivos. As piscadelas dele eram demais. Um cara com aquela voz não previsava fazer nada, poderia ser um metido, emproado, pedante. Mas não, era ele e isso o fez ser o que é: eterno rei da música.
Não dá pra continuar sem ele, nem adianta pedir como em The Show Must Go On, nada se iguala a sua voz, a sua atuação.
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