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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Revista velha

Uma das coisas que espero nos domingos é a chegada da revista Época. Cheirinho de novo, notícias quentes, análises atuais. Ultimamente elas são destroçadas pelas crianças e até mesmo por mim.

Temos um bolo dessas revistas antigas em casa, um verdadeiro acervo que ocupa espaço em demasia e que não temos mais o luxo de ser ocupado por papel velho. Ao folhear essas revistas me surpreendi com seu conteúdo. Muito melhores. A revista era grossa, matérias completas, que ao meu ver bem melhor que as atuais. Ao lê-las vi que posso parar de receber as novas pois na era do twitter onde o que você tem a dizer está cada vez mais limitado, tudo ficou muito superficial e repetitivo.
Até onde o dinamismo vale a pena? O que ganhamos de fato com ele? A democracia da cultura na formação de pseudointelectuais? Mansão no morro que desmorona na primeira chuva, o típico perfume na titica?

Tudo bem, não sou nenhuma especialista em comunicação social mas acho que quem lê uma revista semanal há 10 anos é o mesmo público de hoje. O que mudou? Os leitores, a necessidade de reduzir custos ou será apenas tendências do mercado ancoradas na preguiça mental com novo nome de praticidade? Até onde a relação custo benefício deve estar acima da qualidade?
Ou será que isso tudo é uma desculpa minha pra não jogar as revistas velhas fora?

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