
Estou longe de ser uma leitura ávida como meu marido o é. Sou lenta e só leio o que me interessa mesmo. A questão é que estou encantada com um livro clássico que a maioria já leu Mémórias Póstumas de Brás Cubas, lindo, mas temo não conseguir chegar ao final. Dessa vez não é porque a leitura é desinteressante, muito pelo contrário, porém com um atenuante - ela é profunda demais. Sou uma pessoa sensível, não só pela gravidez mas em geral, mas no atual estado estou um pouco pouco manteiga que o normal. esse livro fala de questões existênciais de uma maneira direta, objetiva que destroça qualquer ilusão sem ser melancólico. Parece uma faca que vai cortando a couraça e expondo a carne viva sem dó. ao mesmo tempo é engraçado, dinâmico, irônico.
Toda vez que leio algumas páginas parece que mergulho nas cenas descritas. são muitas mortes, descritas de forma real. O problema sou eu e não o livro. Não sei por que o ser humano tem crises existências, consciência. Pra que? Não alteramos as verdades absolutas, apenas temos a sensação de atrasar o inevitável. Quando alguém diz que venceu a morte acho sem sentido. Ninguém vende a morte apenas pede gentilmente pra ela esperar mais um pouquinho.
Não sei se aguento terminar o livro, quem ainda não vale a pena. Quem já teve essa experiência releia e veja como sou boba por me sentir assim.
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